Hoje eu quis te arrancar do peito
lançar fora o que não é perfeito.
Em nosso leito estreito,
Ouço as águas fluírem.
Rios que se bifurcam -
os que trazem consigo o cheiro das montanhas -
serpenteiam, emaranham, descem em direção a indiferenciação do mar.
Ê Maranhão em novelos de rios, Bumba meu peito ao ar!
Hoje quis te arrancar do peito
como quem pudesse ser, sem ter sido,
amar, sem ter amado.
E no horizonte da minha união comigo,
esquecer que somos e amamos.

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