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exame periódico

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Hoje eu quis te arrancar do peito lançar fora o que não é perfeito. Em nosso leito estreito, Ouço as águas fluírem.  Rios que se bifurcam - os que trazem consigo o cheiro das montanhas - serpenteiam, emaranham, descem em direção a indiferenciação do mar. Ê Maranhão em novelos de rios, Bumba meu peito ao ar! Hoje quis te arrancar do peito como quem pudesse ser, sem ter sido, amar, sem ter amado.  E no horizonte da minha união comigo, esquecer que somos e amamos.  

VISIONS

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olho pro céu - nuvens róseas e alaranjadas -  compactas iguais àquelas que eu via quando criança da janela de casa - As que   nunca mais saíram da minha memória  da minha lembrança -  surgem  MENTAL quandenvez nítidas e jamais saídas da tênue película retínica  CAL (MARIA era o nome dela - agora sem rosto anônima e eu com a cara na janela olhando para além das nuvens além de tudo naquele céu mudo  róseo-alaranjado crepúsculo apoca-elíptico

As serpentes ascendentes: subir a montanha pelo equilíbrio.

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" Três nadis são particularmente importantes e de interesse aos Yoguis. O Sushumna (o mais gracioso) Nadi é grande rio do corpo, correndo da base da coluna até o topo da cabeça, passando através de cada um dos sete chakras neste percurso. Este é o canal por onde a Kundalini Shakti (o poder latente da serpente) ascende. Deste sitio original que é o muladhara (raiz) chakra para a sua real morada no Sahashara (mil vezes maior) chakra no topo da cabeça. Em termos de corpo sutil, o sushumna nadi é o caminho para a iluminação. O Ida e o Pingala nadis se encontram espiralando em torno do sushuman nadi, como as duplas hélices do DNA, cruzando cada um dos chakras. Se você visualizar o caduceu, o símbolo da medicina moderna, você vai ter uma boa ideia da relação entre ida, pingala e sushumna nadis. Eventualmente, os três se encontram no Ajna (comando) chakra, no meio das sobrancelhas. O Ida Nadi começa e termina do lado esquerdo do sushumna. Ida é conhecido com...

Alerta sagrado

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A consciência não a tem deixado dormir. Somam-se os dias sob o olhar atento da consciência, indefesa além do seu foco, presa numa torre de marfim, seu corpo. Numa vigília incessante, os soldados da consciência sabem que o perigo espreita no ar que respiram, sentem que a qualquer minuto, no meio da noite mais escura, o assalto se dará. Às torres do sul, um grupo de soldado avista um clarão quente surgindo detrás das copas das árvores. Todos sentem o hálito em ondas lhes percorrer a espinha dorsal. Estremecem e esperam. Nada mais há para fazer além de esperar pelo dragão, a grande sepente mítica, aproximar-se dos muros desse castelo que É. Às torres do norte, todos já se embalam na canção de uma aurora branca e azul, entregues ao êxtase de uma paz fulminante. Poder-se-ia dizer que já estão mortos, pois partilham todos do ritmo inebriante dessa união indissociada, branca e azul. Mas nada se sabe sobre o que virá do leste e do oeste e a consciência ainda segura as cordas do mergulho n...

reverter o dentro

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Kin Keever  a frouxidão do que és expandindo-se em linhas abertas, curvas largas em teu sorriso que despetala, enlanguesce e apascenta; a frouxidão de marisco, fenda feminina, flores desabrochando na tua carne pacífica de alegria, em ondas de calor e harmonia; a frouxidão oblíqua do teu corpo extensivo existindo explicitamente, revertendo o dentro, jorrando: um hálito quente do centro, na umidade. Entro sinto-me em mim.

Primavera brava breve.

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Miosótis vermelhos Como gotas de sangue Orvalham minha fronte Quando corro ao espelho. Verbenas fluem de meus gestos opacos Até que reino, meu cetro de antúrio. Então jasmins sonoros entoam seu aroma; A cada passo, notas de lírios em harmonia. Nada perdura: guirlandas coroam No círculo da inconstância. No reflexo, Reis, Ri-cardos coroados De rosas e folhas breves. Deve bastar.
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Há um rumor na casa De saias sussurrantes Botões inúteis, Soutiens largados, Meias verdades em par trocado da verdade inteira que ninguém sabe e já não há saber. Há um rumor de rio no corredor. Meus passos ligeiros deslizando contra as pedras do meu leito Onde nado, mergulho e sorvo lentamente o que sou. Ninguém consegue ouvir ao certo os rumores da minha casa. Ouço do rio palavras vagas, desencontradas: Amor, grafia, pupa, mania, abraço, mindinho, orelha, cicatriz, intróito, arabesco, magia, luz, saliva, coceira, ambrosia, maculelê, império, vinho, lua, meu nome, teu nome, o nome de todas as coisas Assim, desencontrados, rumorejantes. John William Godward