por entre o mar
por entre o mar
o Ninguém estende a mão
uma canção, uma escuridão
tão desalentado, gesto oco
sente sensível, ainda grosso
desvela qual pétalas presenças
odes do corpo, vêm em desavenças
túrgidos humores
no embalar o ser
que sendo ainda nulo, é
que ser mesmo vazio, está
seu cobrir abre torpores
de um nada quase gente
- o mar sempre condescendente
com o possível que nunca é
falir ser, sendo
alter do cão

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