O Outro
...e então ele chega, e traz consigo pisantes maneiros, ditados dos avós, pelos no nariz, uma vida de formação na cultura pop e um gosto musical cambiante, entre o fandárdigo e o escatológico.
Creio que nunca mais sequer ouvi alguém fazendo referência à cena psicodélica turca, japonesa e coreana, pois é unânime, o cara é único.
Posso, por isso, dizer que grande parte da minha formação cultural se deu na minha primeira juventude universitária, nos tempos vagos que dedicava a frequentar o apartamento do São Geraldo, na rua mesmo do terreiro de candomblé que frequento hoje em dia. A casa do Morêra Mourovski foi palco de descobertas, de sonhos, de brigas homéricas por escolher a trilha sonora, de filmes clássicos e de leituras arrebatadas.
Mas eis que
após dezesseis anos, pelos caminhos tortuosos da vida, retomamos agora a escrita compartilhada, multiplicando os devires e os vincos, produzindo uma polifonia despretenciosa, pelo simples prazer de manchar as palavras com nossos afetos.
Assim, Alexandre Mourão passa a compor o seu alterensimesmamento nesse espaço. Que seja para brindar esse espelho que é o amigo, o Outro.
Saravá!

Euzinho aqui! Presente!
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