Ergo sum soul





Alexandra Dvornikova http://allyouneediswall.tumblr.com/ 
Atada a um centro





         Agora sei quem sou

Atada a um cetro. Falo: cego! 
         Escorro e já não soul. 

Teu cetro-falo-ego
Não reina no que sou.
Escorro sangue negro,
Solto as rédeas aonde vou.

À casa onde moro
Te convido pro meu show.
Reverto parede de concreto
Em verdes florestas do sul.


Habito bichos, céu e rios...
Vicejo mesmo a noite mais azul.
Emprenho do teu norte, desnorteio,
Tremendo ao som de um blues.

Assim, se sangro em teu cetro,
           Ergo sum.
Reverti em plano aberto
Morte em vida no que sou.




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