A gravidade não perdoa



O vago mistério das vertigens
ancorando o coração à gravidade;
O peso que sobra ao arremesso
nas pontas dos dedos: dardo que atrasou;
Guindastes para almas que, dormentes,
morrem. Mastros no horizonte
da frota de navios que não retornou.
Pairam, assim,
náufregas paisagens
entre o sucumbir e as veleidades.

Meus olhos flagram o vazio
Entre
o tropeço e a vaidade.

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